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A perda de líquidos é um dos mais importantes riscos a que está sujeito o ser humano, visto que nosso corpo é composto fundamentalmente de água. Em ambiente de alta montanha este perigo é agravado pela hiperventilação ao aumentarmos nossa freqüência respiratória, pelo suor proveniente do esforço excessivo e pela urina.
A hiperventilação acima dos 5500 metros, dependendo do nível de atividade física, provoca perdas de 750 a 1500 ml por dia através da respiração. A superexposição ao sol e ao vento seco da atmosfera menos densa dos Andes agrava a perda de líquidos pelo suor da pele em até 1 litro ao dia.
Quando estes fatores se associam ao mal agudo de montanha, o indivíduo perde a capacidade de sentir sede e acaba por diminuir ainda mais a ingestão de líquidos.
A desidratação provoca efeitos devastadores ao organismo e os primeiros sintomas estão relacionados a hipotermia, congelamentos, letargia, apatia e tromboses.
Pelo suor, além de água o corpo perde sais minerais que não são repostos pela ingestão da água desmineralizada do degelo, fazendo-se necessário a adição de sucos em pó ou soro pediátrico para manter o equilíbrio eletrolítico do organismo.
Nas altitudes superiores aos 4500 metros se recomenda a ingestão de 4 a 6 litros diários de líquidos sem computar o consumido com chimarrão, mate ou café que são bons estimulantes nervosos, mas também possuem importante efeito diurético que aceleram a perda hídrica.
O controle preciso da hidratação pode ser facilmente feito através da urina, através da cor e da quantidade, pois basta beber o suficiente para assegurar a eliminação diária de 1 litro de urina clara e jamais esperar sentir sede.
A ingestão de líquidos precisa ser metódica e planejada. Consumir doses pequenas e freqüentes, 10 a 12 goles a cada meia hora, mesmo a noite.
Dica! Vale a pena levar um grande saco plástico, rsistente, pois é necessário coletar muita neve para conseguir poucos litros de água, e muitas vezes a neve encontra-se longe da barraca. É prudente também observar bem o local de onde coleta-se a neve, pois deve estar livre de sujeiras, inclusive urina e fezes humanas!
Interromper a escalada ao menor sinal de desidratação, descer e repor os líquidos até obter novamente a urina clara e em volumes aceitáveis.
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