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Mendoza a 760 metros de altitude em relação ao nível do mar é passagem obrigatória a todos que se dirigem ao Cerro Aconcágua. Somente no Parque San Martin são emitidos os ingressos (permissos) cobrados pelos guarda-parques nas entradas do Parque Provincial Aconcágua. Mendoza é uma cidade cosmopolita com excelente infra-estrutura urbana e lá é possível comprar de tudo para equipar uma expedição ou contratar diferentes serviços para serem executados no Aconcágua. Também tem hotéis e alojamentos, bares e restaurantes para todos os bolsos.
Os vôos internacionais descem em Buenos Aires ou preferencialmente em Santiago no Chile de onde partem vôos regionais ou do Terminal Moneda, na Calle Moneda nº 1374 em Santiago saem linhas diretas de ônibus e mini vans com destino a Mendoza.
Aproximação pelo desfiladeiro de Horcones Superior para a face noroeste, oeste e rota normal.
Saindo de Mendoza pela rodovia Panamericana, ou Ruta nº 7 em direção a Santiado no Chile, encontramos Penitentes no km 165 e Puente del Inca, altitude 2750m, 32º49'47"latit. sul, 69º54'69"long. oeste, no km 175. Penitentes é um importante centro de esqui distante 6 km da entrada do parque e possui completa infraestrutura turística com hotéis e pousadas das mais variadas categorias.
Puente del Inca é um pequeno vilarejo distante apenas 3 km da entrada do parque onde existe uma base do exército, um hotel, um refúgio, mini-mercado e restaurante. Ao lado do povoado passa o Rio de las Cuevas espremido num profundo canal vencido por uma magnífica ponte natural de pedra que dá acesso as fontes de águas termais e as ruínas de um antigo hotel destruído por uma avalanche. Do hotel sobrou intacta uma simpática igrejinha.
Posto dos Guarda-parques, altitude 2800m, 32º48'63" latitude Sul, 69º58'69" longitude oeste.
De Puente del Inca se pode tomar a rodovia rumo ao Chile até passar a alfândega (aduana), um grande edifício piramidal, e virar a direita numa pequena estradinha de terra ou atravessar a rodovia bem em frente ao vilarejo e seguir a pé por uma trilha bem marcada pelo freqüente trânsito das mulas até o posto de guarda na entrada do Parque Provincial Aconcágua distante pouco menos de 3 quilômetros.
No posto aberto diariamente das 8:00 as 18:00 horas durante toda a temporada, deve-se apresentar o boleto de ingresso (permisso) comprado em Mendoza, ouvir as recomendações e receber os sacos plásticos para armazenar o lixo. Os guarda-parques tem autoridade para vistoriar as mochilas e equipamentos.
Seguindo em frente pelas trilhas que acompanham a estrada de terra alcançamos a Laguna de Horcones (altitude 2820m, 32º48'37" latitude Sul, 69º56'56"long. Oeste) que é contornada pela direita e depois de algum tempo encontramos o Rio Horcones que é transposto por uma comprida ponte pênsil.
Depois de cruzar o rio pela ponte pênsil segue-se pela margem direita, acompanhando o leito por aproximadamente 9 km de trilha bem marcada pela constante passagem das mulas. Em 3 ou 4 horas de caminhada se chega no encontro dos Rios Horcones Superior, vindo de Plaza de Mulas e o Inferior, vindo de Plaza Francia. Confluência, altitude 3300 m, 32º45'45" latitude sul, 69º58'45" longitude oeste tem guarda-parques, prestadores de serviço e está numa altitude ideal para uma boa parada de aclimatação. Para alcançar Plaza Francia basta seguir o rio pela margem direita sem cruzá-lo.
Para seguir a Plaza de Mulas, altitude 4260m, 32º38'90" latitude sul, 70º03'40" longitude oeste deve-se cruzar o rio através de uma ponte instalada sobre dois rochedos e acompanhá-lo pela margem esquerda até a trilha tomar o rumo noroeste, deixando o rio e subindo o aclive a esquerda. Algum tempo depois aparecem numerosos e pequenos cursos d'água que descem das montanhas e a paisagem se alarga na entrada de um extenso vale. É Playa Ancha (Praia Ampla) com 3500 metros de altitude e a trilha segue pelo centro do desfiladeiro cruzando várias vezes o pequeno Rio Horcones Superior até um pequeno refúgio de pedras afastado uns 100 metros da margem direita do rio. É o refúgio Tenente Ibanéz, altitude 3750m, lat.sul 32º41'90" e long. oeste 70º03'22" distante de 3 a 4 horas de caminhada desde Confluência.
A trilha segue agora pela margem direita subindo e descendo seguidas vezes por cima de extensas morainas com pedras soltas. Depois de 4 km se chega as ruínas de um velho refúgio na antiga Plaza de Mulas Inferior, altitude 4000m, 32º39'65" lat. sul, 70º03'52" long. oeste. Continua pela direita por uma estreita e empinada ravina batizada acertadamente de Costa Brava até cruzar um riacho e depois outras morenas passando a esquerda do acampamento do exército argentino.
38 km e 8 horas depois de sair de Confluência se chega ao acampamento de Plaza de Mulas na base da face noroeste do Aconcágua, onde estão sediados as grandes expedições comerciais, os vários prestadores de serviços, o serviço médico e os guarda-parques. A pouca distancia do acampamento, seguindo para oeste, depois de cruzar uma pequena língua de glaciar se chega ao Refúgio de Plaza de Mulas, altitude 4230m, 32º39'29" lat. sul, 70º03'83" long. oeste.
Para os excursionistas mais fortes e melhor aclimatados que se dirigem diretamente ao refúgio existe um atalho a partir das ruínas de Plaza de Mulas Inferior. Em vez de tomar a trilha principal que se afasta a direita pode-se seguir em frente, cruzar o rio e escalar o paredão de Costa Maria por uma tênue trilha em zig-zags contínuos que termina junto ao refúgio.
Aproximação pelo desfiladeiro de Horcones Inferior para as rotas da face sul.
A partir do acampamento de Confluência se toma a trilha que segue pela margem direita do rio, sem cruzar a ponte e depois de 13 km e aproximadamente 5 horas de caminhada se chega a Plaza Francia na base da parede sul. O acampamento está situado sobre uma superfície arenosa protegida por grandes pedras a 4200 metros de altitude.
Aproximação pelo desfiladeiro das Vacas para as rotas da face leste.
Punta de Vacas está situada no quilômetro 155 da rodovia Panamericana ou rota internacional nº 7 e a trilha é bem marcada pelo contínuo tráfego de mulas. Inicia-se por entre um bosque de Álamos, cruza numerosos riachos sempre mantendo a margem esquerda do rio até chegar ao refúgio Lenas distante 12 km da entrada e 5 horas de caminhada numa altitude de 2900m. É recomendável pernoitar neste local que tem abundância de água potável. O pequeno refúgio de pedras é um posto dos guarda-parques aberto diariamente das 8:00 as 18:00 horas durante toda a temporada, onde se deve apresentar o boleto de ingresso (permisso) comprado em Mendoza, ouvir as recomendações e receber os sacos plásticos para armazenar o lixo. Os guarda-parques têm autoridade para vistoriar as mochilas e equipamentos.
Para a próxima jornada de 35 km até Casa de Piedras deve-se carregar água o bastante para 7 horas de caminhada e atravessar o rio por uma ponte metálica a uns 300 metros acima do refúgio e então se manter sempre pela margem direita. O refúgio de Casa de Piedras é uma tosca construção encostada num rochedo a 3300 metros de altitude usada pelos condutores de mulas para cozinhar e pernoitar, abastecida por uma boa fonte de água potável.
Na terceira jornada o desnível é mais acentuado vencendo os 12 km restantes em aproximadamente 6 horas. Inicia-se cruzando o Rio das Vacas e entrando pelo desfiladeiro do Relincho acompanhando a margem direita do riacho. A trilha é estreita e bem marcada até adentrar um amplo vale elevado onde se cruza o riacho para chegar a Plaza Argentina numa altitude de 4200 metros distante 62 km de Punta de Vacas. Em Plaza Argentina há um posto de guarda-parques e alguns prestadores de serviços.
De Plaza Argentina pode-se fazer uma longa travessia até Plaza de Mulas e outra mais curta e complicada até Plaza Francia. De Casa de Piedras pode-se também seguir em frente pelo Rio das Vacas até Plaza Guanaco, 3650m de altitude, passando pelo refúgio do Índio numa caminhada selvagem e muito mais exigente de 13 km percorridos em aproximadamente 10 horas, normalmente divididos em duas jornadas.
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